A defesa do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, solicitou à Procuradoria Geral da República (PGR) os motivos que levaram à rejeição de sua proposta de delação premiada, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). O pedido visa obter a fundamentação da decisão, que foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A PGR havia informado ao ministro Mendonça, em 25 de junho, que não tinha interesse em prosseguir com as negociações. O procurador-geral declarou que as informações apresentadas por Costa possuíam “reduzida utilidade e débil eficácia” para as investigações. Além disso, afirmou que os temas não eram inéditos e não indicavam resultados diferentes dos já alcançados pelos investigadores.
A defesa alega que tomou conhecimento da recusa pela imprensa, mas não teve acesso à manifestação completa do procurador-geral. O ex-presidente está preso preventivamente desde 16 de abril, após ser alvo da quarta fase da operação Compliance Zero. A investigação apura que ele negociou R$ 146,5 milhões em vantagens indevidas com o fundador do Banco Master.
A operação Compliance Zero, autorizada em novembro de 2025, apura fraudes no Banco Master. A quarta fase, em 16 de abril de 2026, prendeu Costa por suspeita de permitir operações sem lastro com a instituição. Segundo a Polícia Federal (PF), ele recebeu propina em imóveis de luxo.

