Aliados do senador Flávio Bolsonaro criticaram a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que proibiu o parlamentar de visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por 90 dias. A restrição ocorre enquanto o ex-presidente cumpre pena em prisão domiciliar em Brasília, após ser investigado por tentativa de golpe de Estado.
O senador Rogério Marinho, líder da Oposição no Senado, afirmou que o ministro alterou critérios em relação a decisões anteriores. Marinho contestou a medida, comparando-a a episódios passados, como uma entrevista concedida por Jair Bolsonaro em dezembro de 2025, e ao caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que manteve interlocução política enquanto estava detido.
Em nota, o senador classificou a proibição como “autoritária, desproporcional e, na prática, tenta tornar o ex-presidente incomunicável”. Ele alegou que a medida reforça a percepção de perseguição política e de tratamento desigual, argumentando que “Calar Bolsonaro é tentar calar a expressiva parcela da população brasileira que ele representa”.
A decisão foi tomada após Flávio divulgar, em transmissão ao vivo no sábado (11.jul), uma carta atribuída a Bolsonaro, na qual o ex-presidente apoiava a pré-candidatura do filho. Moraes determinou a suspensão das visitas por 90 dias, alegando que o senador usou o direito de visita para obter a carta com fim de divulgação, descumprindo cautelares.

