O ex-presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, está em prisão domiciliar sob custódia da divisão de inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica. A medida ocorre após autoridades iranianas descobrirem supostas interações do ex-líder com agentes de inteligência de Israel. A situação do ex-presidente permaneceu incerta desde o início do conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos.
Segundo a imprensa internacional, Israel teria desenvolvido um plano para recrutar Ahmadinejad como ativo de inteligência. O objetivo seria utilizá-lo como líder do Irã em uma eventual mudança de regime. A reportagem afirma que o ex-presidente participou de reuniões secretas com agentes israelenses em Budapeste, na Hungria, e se encontrou pessoalmente com o então chefe do Mossad, David Barnea.
No início do conflito, agentes do Mossad retiraram Ahmadinejad de sua residência em Teerã após um ataque aéreo israelense atingir o complexo onde ele vivia. Autoridades americanas e iranianas, ouvidas por veículos de comunicação, disseram que a retirada visava colocá-lo em segurança para executar o plano de mudança de regime, iniciativa que fracassou.
Durante seus oito anos de mandato, de 2005 a 2013, Ahmadinejad foi alvo de críticas internacionais por suas declarações antissemitas e por ameaças militares contra Israel. Suas políticas nucleares geraram sanções e crise econômica, levando ao isolamento internacional do país.

