A China impôs controles de exportação a 40 empresas japonesas na última semana de junho, alegando risco militar. Em resposta, o Japão distanciou-se de parcerias comerciais, intensificando a tensão histórica entre os dois países asiáticos.
A crise diplomática ilustra a mudança nas relações bilaterais. Segundo Sebastian Maslow, professor do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Tóquio, o comércio e a política estão entrelaçados e são usados como armas, diferentemente do período pós-guerra até o início dos anos 2000.
A primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi declarou que o país deve se preparar para o pior cenário caso a China tome Taiwan. O Japão também aumentou seus gastos de defesa; em 2025, o país dedicou cerca de US$ 62,2 bilhões, 1,4% do PIB, um aumento de 9,7% em relação a 2024.
Professores da Universidade de Tóquio apontam que o ambiente é de alta escalada. Shin Kawashima afirmou que os sistemas de gestão de crises entre as nações podem não funcionar eficazmente em caso de incidente inesperado. Alexandre Uehara, da ESPM-SP, explicou que o aumento do aparato de defesa japonês gera desconfiança em Pequim.

