A Torre Eiffel sofre dilatação térmica durante ondas de calor na França, um fenômeno físico esperado em estruturas metálicas. O aumento de dimensões é real, mas o número de 10 centímetros é resultado de cálculos e aproximações, e não de medições diretas durante o evento climático.
A expansão da torre ocorre pela dilatação térmica, processo em que o aquecimento faz com que as partículas do material se afastem. Em estruturas de centenas de metros, essa soma de pequenas variações pode resultar em um aumento perceptível. A administração do monumento afirma que o calor pode alterar as dimensões em alguns milímetros e causar um pequeno deslocamento do topo, sem representar risco estrutural.
A estrutura da Torre Eiffel é feita principalmente de ferro pudlado e possui cerca de 330 metros de altura. O professor de Física, Acauan Figueiredo, explicou que o cálculo da dilatação considera o tamanho inicial do objeto, a variação de temperatura e o coeficiente de dilatação do material.
O número de 10 centímetros é uma estimativa baseada em condições extremas. Um representante da operadora da torre afirmou que, para que o crescimento atingisse 30 centímetros, todos os lados da estrutura teriam que estar expostos ao sol simultaneamente.

