Os Estados Unidos têm prazo até quarta-feira, dia 15, para decidir sobre a sobretaxa de 25% contra produtos brasileiros, conforme investigação da Seção 301. Roberto Azevêdo, diplomata e ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), avalia que o Brasil dificilmente escapará da tarifa, mas as audiências públicas podem ampliar a lista de produtos isentos.
Azevêdo afirmou que as discussões em Washington não constituíram negociação, mas sim uma etapa do processo investigativo. Segundo o diplomata, as apresentações dos setores envolvidos e as perguntas do comitê americano foram mais objetivas que na primeira audiência, realizada em setembro do ano passado.
O comitê questionou o impacto da tarifa na cadeia produtiva e no consumidor americano, o que, segundo Azevêdo, indica que o governo americano avalia os efeitos econômicos da medida. Ele declarou que isso gera razões para otimismo quanto à inclusão de novos produtos na lista de exceção.
O ex-diretor-geral da OMC explicou que a investigação deve ser vista dentro de uma política comercial mais ampla dos EUA. A sobretaxa possui componentes de política industrial e fiscal, visando estimular a produção interna e aumentar a arrecadação americana.

