O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), bloqueou bens de um ex-presidente da Câmara e do presidente do Partido Liberal (PL) por suspeita de direcionar verbas públicas. A investigação da Polícia Federal aponta que os dois líderes seriam responsáveis por mais de duas dezenas de repasses sem mandato.
As decisões do STF alertam sobre o uso de emendas parlamentares. Foram bloqueados R$ 6,1 milhões em bens do ex-presidente da Câmara e R$ 119 milhões do presidente do PL. A Polícia Federal investiga a atuação dos dois líderes no direcionamento de verbas públicas.
Após o congelamento de bens do presidente do PL, o presidente da Câmara, Hugo Motta, comentou a medida. Em nota, ele disse que o despacho “não identifica desvio, abuso ou aplicação irregular de verbas públicas”.
Motta afirmou que a decisão do STF tenta “criminalizar a atividade política”, segundo ele. As ações judiciais focam na fiscalização do uso de recursos públicos.

