A maconha de alta potência, conhecida como ‘creepy’ na Colômbia, apresenta concentrações de tetrahidrocanabinol (THC) elevadas, o que aumenta o risco de dependência e transtornos psicóticos. O consumo dessas variantes, cultivadas clandestinamente, é considerado mais perigoso que em décadas passadas.
A maconha ‘creepy’, uma variante cultivada em laboratórios clandestinos, possui potência superior à cannabis comum. Enquanto o THC em variedades comuns varia entre 0,5% e 5%, a ‘creepy’ pode atingir concentrações de até 25%. O alto teor de THC eleva o risco de dependência e prejuízos cognitivos, pois o composto afeta as conexões neuronais do córtex pré-frontal.
Pesquisadores afirmam que o consumo atual é mais perigoso devido ao aumento da concentração de THC. Um especialista explicou que, se a proporção média era de 4% em épocas anteriores, hoje ela atinge 17% ou mais. Um estudo nos EUA aponta variedades com até 35% de THC.
Especialistas em saúde mental alertam que o THC multiplica por nove as chances de surgimento de transtornos psiquiátricos, como esquizofrenia e depressão, sendo o impacto pior em idades mais jovens. Um estudo longitudinal na Dinamarca, analisando 6 milhões de registros, concluiu que até 30% dos casos de esquizofrenia em homens jovens poderiam ter sido evitados sem o uso da cannabis.

