O ministro do STF Flávio Dino determinou o bloqueio de R$ 125 milhões em bens de políticos sem mandato. A medida investiga um possível esquema de destinação de verbas públicas que envolve a cúpula do Congresso, buscando entender se o Orçamento Secreto gerou novos mecanismos de distribuição de recursos.
A Polícia Federal (PF) apura se o Orçamento Secreto, já considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2022, deu origem a novas formas de camuflar a distribuição de dinheiro público. A investigação foca em saber se recursos estatais continuam sendo usados para gerar ganhos políticos por meio de emendas parlamentares.
Entre os investigados estão o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. A PF definiu o arranjo como um “arranjo decisório paralelo”, abastecido por servidores da Casa Legislativa. Mensagens obtidas mostram que Cunha gerenciou planilhas e direcionou milhões de reais para redutos eleitorais em Minas Gerais.
O cerco às emendas parlamentares se aproxima da atual presidência da Câmara. Um estudo da Transparência Brasil divulgou que quase metade dos recursos de emendas de comissão do Republicanos foi destinada à Paraíba, reduto político de um parlamentar, sem identificação clara do parlamentar responsável pelas indicações.

