Em 14 de julho de 1789, uma multidão de cerca de 2.000 parisenses tomou a Bastilha, uma fortaleza que representava o absolutismo francês. O objetivo inicial não era libertar os poucos detentos, mas sim obter 250 fundos de pólvora. A queda da prisão foi resultado de um ataque coordenado e de um desabamento acidental.
A Bastilha, construída entre 1370 e 1383 por ordem do rei Carlos V, serviu inicialmente como defesa contra os ingleses. Posteriormente, em 1417, a prisão foi convertida em local de detenção para opositores da coroa, abrigando figuras como Voltaire e o marquês de Sade.
No dia da tomada, havia apenas sete prisioneiros, sendo quatro falsificadores, dois lunáticos e um nobre suspeito de incesto. O comandante da fortaleza, Bernard-René de Launay, resistiu inicialmente, mas a situação mudou após a chegada de tropas revolucionárias.
A rendição foi forçada quando, durante negociações, um mastro de ponte desabou inesperadamente. Os parisenses aproveitaram a oportunidade para invadir a fortaleza, derrubando de Launay. A prisão, que simbolizava o poder real, foi invadida e seus artefatos foram coletados pelos revolucionários.

