Um fundo com proteção cambial superou o ETF tradicional de exposição ao Japão em 6 pontos percentuais no rali do Nikkei em 2026. A diferença se deve à desvalorização do iene frente ao dólar, que corroeu ganhos do fundo sem hedge.
O iShares MSCI Japan ETF (EWJ) é a forma padrão para investidores americanos acessarem o mercado japonês, gerenciando cerca de US$ 15 bilhões. Contudo, o EWJ carrega a exposição ao iene. Quando a moeda japonesa enfraquece frente ao dólar, o valor das cotas do ETF diminui em dólares, mesmo que as ações subam em Tóquio.
Essa dinâmica foi observada no primeiro semestre de 2026, período em que o iene se desvalorizou significativamente. Enquanto o EWJ registrou 15,23% de retorno ajustado até 8 de julho, a versão com hedge cambial superou o índice. No último ano, o fundo com proteção cambial alcançou 54,17%, contra 31,92% do EWJ.
O WisdomTree Japan Hedged Equity Fund (DXJ) neutraliza a volatilidade cambial usando contratos futuros, focando no ganho das ações exportadoras. A análise aponta que, quando a desvalorização do iene supera o custo do hedge, o investimento se torna mais vantajoso para o investidor americano.

