Um investimento de US$ 10.000 em um ETF de peso igual, como o Invesco S&P 500 Equal Weight ETF (RSP), pode ter perdido mais de US$ 27 mil em uma década. A perda é atribuída a taxas de despesa e ao processo de rebalanceamento, que impactam o retorno em comparação com fundos de capitalização ponderada.
A diferença de custos é significativa. O RSP possui taxa de despesa de cerca de 0,20% ao ano, o que representa aproximadamente US$ 20 anuais em uma posição de US$ 10.000. Em contraste, o Vanguard S&P 500 ETF (VOO) cobra apenas 0,03% de taxa líquida, ou US$ 3 por US$ 10.000. Essa diferença de taxas se acumula anualmente, somando-se ao chamado ‘gap de retorno’ invisível.
Além das taxas, o fundo de peso igual enfrenta o ‘drag’ de caixa. Em 30 de abril de 2026, o RSP mantinha cerca de US$ 3,59 bilhões em veículos de curto prazo, o que corresponde a 4,09% dos ativos líquidos. Em mercados em alta, o caixa rende menos que as ações. O processo de rebalanceamento trimestral também gera custos de transação e ganhos de capital tributáveis, pois exige a venda de ativos vencedores e a compra de ativos com desempenho inferior.
Estruturalmente, o RSP tem um peso menor em megaempresas líderes do mercado. Em um ano, o RSP obteve 17,25% de ganho até 10 de julho de 2026, enquanto o VOO alcançou 22,04% no mesmo período. O fundo de peso igual representa uma aposta no desempenho médio das ações do S&P 500, cobrando uma taxa premium e tolerando a exposição a caixa, em troca de diversificação em relação às maiores empresas.

