A Interpol desmantelou uma rede de cibercriminosos em Essuatíni, país africano, que se passava por agentes da Polícia Federal para aplicar golpes em brasileiros. A operação, denominada First Light, prendeu 82 pessoas e apreendeu uma réplica de delegacia brasileira.
A investigação, conduzida pela Interpol entre janeiro e abril deste ano, revelou que os criminosos utilizavam videochamadas para enganar vítimas. Eles alegavam que as pessoas ficariam “sob proteção” se transferissem valores, que eram então roubados.
No local da apreensão em Essuatíni, autoridades encontraram uniformes falsos da Polícia Federal, além de 240 aparelhos eletrônicos. A rede criminosa estava associada a plataformas de apostas ilegais e lavagem de dinheiro.
A operação global, que abrangeu 97 países, resultou na prisão de 5.800 pessoas e no congelamento de U$ 293 milhões em esquemas de engenharia social. Casos similares já foram descobertos em outros países, como o Camboja.

