Estudos apresentados na Conferência da Associação Internacional de Alzheimer (AAIC 2026), em Londres, indicaram que derivados da maconha podem reduzir a agitação em pessoas com demência avançada. O ensaio clínico de Fase 2, chamado LiBBY, demonstrou que a combinação de THC e CBD ofereceu melhora significativa nos sintomas.
O estudo LiBBY, que avaliou a combinação de tetraidrocanabinol (THC) e canabidiol (CBD), mostrou que quase nove em cada dez participantes tiveram melhora global dos sintomas ao final da 12ª semana. A formulação oral testada continha 2 mg de THC e 100 mg de CBD, administrada duas vezes ao dia, em 120 pacientes com demência que apresentavam agitação clinicamente relevante.
Os resultados indicaram que, na Semana 12, o grupo tratado com THC/CBD teve uma redução de 8,23 pontos maior nas pontuações de agitação comparado ao grupo placebo. O psiquiatra Jacobo Mintzer, investigador principal do estudo, afirmou que o ensaio representa um “grande passo no tratamento de uma população historicamente negligenciada na pesquisa clínica”.
Além disso, a Associação de Alzheimer anunciou o Estudo PROTECT-Cog, um ensaio global de US$ 100 milhões. Este estudo visa avaliar se a união de intervenção de estilo de vida com medicamentos, como agonistas de GLP-1, pode diminuir o risco de declínio cognitivo em idosos vulneráveis.


