O clube social do Botafogo acionou uma cláusula para reduzir a participação da holding e se tornar acionista majoritário da SAF. A medida ocorre após acusações de que John Textor repassou verbas do aporte obrigatório da compra do clube para o Lyon.
A estratégia foi motivada pela alegação de que John Textor realizou uma “sucessão de atos simulados, fraudulentos e prejudiciais à SAF, que jamais teve à sua disposição os valores para efetivo investimento”, segundo a ala associativa do Botafogo. Dos R$ 400 milhões que o empresário americano se comprometeu a investir, pouco mais de R$ 100 milhões foram transferidos ao clube francês entre março e abril de 2024.
Com o acionamento da cláusula de “bônus de subscrição”, o Botafogo associativo busca 51% das ações, diminuindo a participação da Eagle Football Holdings Bidco para 49%. O documento, assinado em 7 de julho de 2026 pelo presidente João Paulo Magalhães Lins, foi enviado à SAF e à holding.
O empresário americano e sua equipe afirmaram, contudo, que “permanecem absolutamente tranquilos em relação aos fatos, pois os registros relativos às operações realizadas durante sua gestão à frente da Botafogo SAF demonstram a regularidade de todos os atos praticados”.


