Uma mulher morreu após seu corpo ter 65% queimado em uma cerimônia em um terreiro de candomblé na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Testemunhas ouvidas na investigação afirmaram que o marido da yalorixá não prestou socorro à vítima, que foi levada ao Hospital Pedro II.
O incidente ocorreu durante um ritual religioso, e imagens mostram o homem despejando etanol em uma cumbuca que já estava em chamas. O proprietário do terreiro, Anderson Bruno de Andrade Júnior, declarou à 33ª DP (Realengo) que a yalorixá não informou o uso de materiais inflamáveis, embora alegasse que o homem foi alertado e proibido de usar etanol no ritual.
A família da vítima questionou o uso de fogo em ambiente fechado. Uma irmã da mulher relatou que ela confirmou que o marido não prestou socorro e que a vítima não sabia que haveria fogo durante a gira. A vítima teria dito à irmã que precisou usar um lençol para apagar as chamas do próprio corpo.
A yalorixá Thayane Alves emitiu nota de esclarecimento, classificando o evento como um “acidente de natureza inesperada e imprevisível”. O caso foi registrado na 35ª DP (Campo Grande) e segue sob investigação pela 33ª DP (Realengo).

