Conflitos geopolíticos impactam o mercado financeiro, afetando companhias aéreas devido à dependência do preço do combustível. A volatilidade do petróleo, ligado ao querosene de aviação, gera incertezas sobre os custos operacionais das empresas. Apesar das tensões, o desempenho das ações do setor mostra-se complexo, dependendo de fatores além da commodity.
O risco de interrupção no fornecimento de petróleo, matéria-prima do querosene de aviação, leva investidores a projetar custos maiores para as companhias aéreas. Esse receio ganhou força após a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o cessar-fogo com o Irã havia terminado, o que impulsionou apostas em alta do petróleo e queda no setor aéreo.
Embora o petróleo tenha subido 78% durante o conflito, a commodity recuperou parte dos ganhos até a semana passada, aliviando a pressão. O ETF U.S. Global Jets (JETS), que acompanha o setor, acumulou alta de 10% desde o início do conflito, mas caiu 4% nesta quarta-feira (08).
O mercado monitora sinais de preocupação: na terça-feira (07), quase 75% das negociações de opções de venda (puts) no ETF JETS foram registradas. Além disso, resultados financeiros das empresas são cruciais. A Delta Airlines, por exemplo, divulgará seus resultados na sexta-feira, e suas ações acumulam alta de 25% no ano, impulsionadas pela demanda dos consumidores.

