Um investimento de US$ 10 mil em Google, no período em que Sundar Pichai assumiu a liderança, valorizou para cerca de US$ 110 mil. O retorno de 972% supera os 256% do S&P 500, refletindo a transição da empresa para uma plataforma focada em inteligência artificial.
Quando a Alphabet entregou a liderança do Google a Sundar Pichai em 10 de agosto de 2015, a companhia era essencialmente um negócio de busca e publicidade. Após a reestruturação da holding Alphabet, Pichai assumiu o cargo de CEO da empresa-mãe em 3 de dezembro de 2019. O período subsequente marcou uma mudança controlada, com o foco direcionado à IA, investimentos em TPUs e DeepMind, e o crescimento do Google Cloud para um segmento com faturamento anual superior a US$ 80 bilhões.
O desempenho do ativo mostra um crescimento agressivo: em janelas de tempo específicas, o retorno da Alphabet superou o do índice de referência. Contudo, a empresa lida com desafios significativos, incluindo casos antitruste, uma multa da União Europeia de US$ 3,5 bilhões e um plano de gastos de capital estimado entre US$ 180 bilhões e US$ 190 bilhões para o ano corrente.
Analistas apontam que o caso otimista depende da capacidade de traduzir o grande volume de pedidos do Cloud e o processamento de tokens do Gemini em alavancagem operacional duradoura. O caso pessimista foca no risco de a IA canibalizar a economia de anúncios ou os gastos anuais não gerarem retorno suficiente.

