O consórcio imobiliário de alto valor registrou recorde de vendas em 2025, consolidando-se como alternativa ao financiamento tradicional sem cobrança de juros. A Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) informou que o setor comercializou 5,16 milhões de cotas, um avanço de 15% sobre 2024.
O desempenho do setor foi impulsionado por compradores que buscam crédito de até R$ 1 milhão sem os encargos de juros bancários. Em simulações para 2026, a parcela de um consórcio de R$ 1 milhão varia entre R$ 9.500 e R$ 10.500 em 120 meses, segundo a House Campolim Consórcios.
O custo principal do consórcio é a taxa de administração, que fica entre 15% e 20% do valor da carta de crédito, conforme levantamento do InfoMoney. Em comparação, o crédito imobiliário tradicional possui juros que partem de cerca de 11% ao ano mais a Taxa Referencial (TR). Um crédito de R$ 1 milhão com taxa de administração de 18% em 180 meses gera custo adicional de R$ 180 mil, enquanto o financiamento pode acarretar encargos superiores a R$ 900 mil.
O especialista Samuel Sales, fundador da House Campolim Consórcios, afirmou que a escolha do plano exige mapeamento de estratégias e comparação de administradoras. O modelo funciona com contribuições mensais, e a contemplação ocorre por sorteio ou por lance, que pode ser livre ou embutido.

