O relatório de junho do Bureau of Labor Statistics mostrou queda no Índice de Preços ao Consumidor (CPI), o que pode dar margem aos formuladores de política monetária. A queda no CPI foi de 0,4% em relação a maio, embora a inflação anual tenha subido 3,5%. No entanto, o aumento dos preços do petróleo ameaça anular o alívio imediato.
O dado de junho do CPI apresentou uma reversão acentuada em relação ao aumento de 0,5% registrado em maio. O CPI central, que é mais relevante para as decisões monetárias, manteve-se estável no mês, registrando aumento de apenas 2,6% no ano. Essa redução sugere que a pressão inflacionária subjacente diminuiu mais rápido que o esperado, oferecendo evidências aos formuladores de política de que os aumentos de juros podem não ser necessários.
A queda no CPI foi impulsionada pela energia, cujos preços caíram 5,7% em junho, o maior declínio mensal desde abril de 2020. Apesar disso, os preços de combustíveis e moradia continuaram em alta. O analista Kevin Warsh indicou que o relatório oferece um argumento forte para evitar novos aumentos de juros em 2026.
Contudo, a melhora pode ser temporária. Após o fim de uma trégua, hostilidades entre os EUA e o Irã reacenderam, fazendo com que o petróleo WTI subisse acima de US$ 80 por barril. Os formuladores de política monetária precisam monitorar os mercados de energia, pois os preços atuais podem se tornar o próximo dado inflacionário.

