A juventude brasileira é vista como a força motriz da democracia atual, e não apenas como o futuro do país, afirma Brenno Almeida. O especialista defende que a inclusão das novas gerações nos espaços de decisão é um imperativo de sobrevivência democrática, exigindo atenção às suas vulnerabilidades.
Almeida explica que ouvir os jovens é a única forma de construir uma soberania relevante para o século XXI, pois eles são o termômetro das contradições nacionais. Ele argumenta que quando os jovens se afastam da política institucional, o sistema perde legitimidade e abre espaço para discursos autoritários. A inclusão juvenil oxigena o debate público com pautas como justiça climática, antirracismo e combate às desigualdades regionais.
Apesar do papel ativo, os jovens enfrentam desafios estruturais. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do UNICEF mostram que mais de 4 milhões de estudantes na educação básica são afetados por atraso escolar severo. No mercado de trabalho, o desemprego entre jovens de 18 a 24 anos dobra a média nacional registrada pelo IBGE, gerando inquietação legítima.
Em resposta a esse cenário, o atual governo federal implementou ações concretas. O programa Pé-de-Meia garante poupança de permanência estudantil para mais de 5 milhões de jovens de baixa renda. Além disso, a expansão das Escolas de Tempo Integral soma mais de 1,4 milhão de novas vagas, visando afastar jovens da vulnerabilidade periférica.

