O investimento da ByteDance no Ceará marca a transição do Brasil de consumidor para protagonista na infraestrutura global de inteligência artificial. A executiva Daniele Andrade, fundadora e CEO da aiiaLabs, afirmou que o projeto reforça a posição estratégica do país na corrida internacional por capacidade computacional.
Daniele Andrade explicou que a escolha do Ceará se deve a vantagens competitivas brasileiras para receber grandes centros de processamento de dados. Entre os fatores citados, estão a disponibilidade de energia renovável, a infraestrutura portuária, a conexão por cabos submarinos e o regime da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), que permite a exportação de dados.
Segundo a CEO da aiiaLabs, o complexo iniciará a operação com capacidade de aproximadamente 300 megawatts, podendo atingir 1 gigawatt nas fases seguintes. Andrade declarou que o principal impacto econômico vai além da operação direta, beneficiando o ecossistema de fornecedores e prestadores de serviço que se formam ao redor do projeto.
A executiva também destacou que a regulamentação que permite a exportação de dados como serviço melhora a competitividade nacional. Ela afirmou que essa medida transforma o Brasil em um fornecedor global de infraestrutura digital. Andrade concluiu que o país precisa aproveitar o momento para consolidar uma política permanente de atração desse tipo de empreendimento, pois o Brasil entra no mapa da infraestrutura global de inteligência artificial.

