O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mantém otimismo na possibilidade de o café solúvel ser incluído na lista de exceções das tarifas americanas. O diretor-geral da entidade afirmou que as audiências da investigação da Seção 301 demonstraram uma abordagem técnica das autoridades dos Estados Unidos, fortalecendo os argumentos do setor.
Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé, declarou que o otimismo reside no entendimento das autoridades americanas sobre o impacto do café brasileiro no consumidor e na economia dos EUA. Matos explicou que as discussões nas audiências deixaram de lado questionamentos superficiais, focando nos efeitos econômicos das tarifas.
O executivo ressaltou a interdependência entre Brasil e Estados Unidos no mercado cafeeiro. O café solúvel atende diretamente cerca de 11 milhões de consumidores americanos, um volume que supera 50 milhões quando se consideram bebidas industrializadas. O mercado americano representa aproximadamente US$ 2,5 bilhões para as exportações brasileiras de café.
O setor brasileiro trabalhou em conjunto com entidades americanas, como a National Coffee Association e a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), para comprovar a importância econômica do produto. Matos concluiu que o setor continuará dialogando com autoridades dos dois países para garantir que todo o café brasileiro permaneça isento das tarifas.

