Manuel Francisco dos Santos, conhecido como Garrincha, foi peça fundamental na conquista dos dois primeiros títulos da Copa do Mundo pelo Brasil, em 1958 e 1962. O atacante, que nasceu com características físicas atípicas, era reconhecido por sua habilidade de drible e arrancada veloz.
Garrincha levou o Brasil aos títulos mundiais como ponta direita. Em 1962, ele empatou na artilharia e foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo. Especialistas consideram seu drible insuperável, caracterizado por equilíbrio refinado e mudanças de direção imprevisíveis. O escritor Eduardo Galeano descreveu sua atuação como um momento em que “o campo se transformava em um picadeiro de circo, a bola em uma fera domesticada, o jogo em um convite para uma festa”.
A trajetória do jogador, que começou em Pau Grande, no Rio de Janeiro, foi marcada por contrastes. Embora a seleção brasileira nunca tenha perdido partida em que ele atuou até sua 50ª, na Copa de 1966, sua vida pessoal se complicou com abuso de álcool e dificuldades financeiras. Ele também dividiu campo com Pelé, com quem jamais perderam jogo juntos.
Apesar do brilho em campo, Garrincha enfrentou problemas pessoais graves. Ele faleceu em 20 de janeiro de 1983, aos 49 anos. A causa da morte foi cirrose hepática, gastrite, demência e psicose aguda relacionada ao álcool, conforme relatou Ruy Castro em sua biografia.

