O Ministério da Defesa da Coreia do Sul expressou preocupação com atividades de engenheiros norte-coreanos na Zona Desmilitarizada (DMZ). O Norte testa seus limites militares na fronteira, contando com o apoio de Moscou e Pequim, o que gera tensão na Península Coreana.
Tropas de engenharia norte-coreanas ergueram cercas, construíram barreiras antitanque e cavaram trincheiras ao longo da DMZ. Essas obras, realizadas no lado norte da Linha de Demarcação Militar (MDL), aproximam-se cada vez mais do limite, que divide a zona de 4 quilômetros de largura.
A porta-voz do Ministério da Defesa da Coreia do Sul, Chung Binna, declarou que a instalação de capacidades militares perto do ponto central da DMZ neutraliza sua função de zona de amortecimento. Especialistas apontam que o Norte busca avançar, apoiado por Moscou e China, em um momento em que Pyongyang vê a relação com o Sul como de “dois países hostis e dois beligerantes em guerra”.
O Comando das Nações Unidas monitora as ações, afirmando que a construção e fortificação não são violações automáticas do Acordo de Armistício, desde que permaneçam ao norte da MDL. Contudo, o órgão investiga relatos de minas instaladas no lado sul da linha, o que configuraria violação automática.

