As negociações para unificar os direitos comerciais e de mídia entre ATP e WTA foram suspensas por tempo indeterminado. A paralisação ocorreu após a mudança no comando da entidade feminina, que rejeitou os termos financeiros propostos. A divergência foca na divisão de receitas entre os circuitos masculino e feminino.
A nova presidente da WTA, Valerie Camillo, optou por não seguir a proposta de divisão de receitas elaborada pelo antecessor, Steve Simon. Antes de 2025, a diretoria da ATP demonstrava otimismo com um consenso comercial. A falta de acordo já impacta a operação feminina, que iniciou cortes de gastos, como a redução da equipe em eventos grandes, como Wimbledon.
O impasse tem como fator central a disparidade financeira. Em 2024, a ATP faturou US$ 294 milhões, enquanto a WTA registrou US$ 142 milhões. O modelo de fusão previa que a entidade feminina teria uma fatia menor do faturamento total. A ATP argumenta que a separação comercial enfraquece o esporte, e Andrea Gaudenzi, presidente da ATP, disse que o ecossistema gera cerca de US$ 3,5 bilhões anuais.
A entidade masculina defende que a unificação poderia dobrar ou triplicar esse valor ao envolver a World Tennis e os quatro eventos do Grand Slam. A World Tennis concorda com a tese de unificação, afirmando que uma organização única aumentaria o potencial de atração de investidores.

