As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) caíram na terça-feira, acompanhando o recuo dos rendimentos dos Treasuries dos Estados Unidos. A queda ocorreu após o Departamento do Trabalho divulgar que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) americano registrou deflação maior que o esperado em junho.
O CPI dos EUA recuou 0,4% em junho, superando a projeção de 0,1% dos economistas. No período de 12 meses até junho, a inflação subiu 3,5%, abaixo dos 3,8% previstos. O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, manteve-se estável, com alta de 2,6% na base anual, menor que os 2,9% anteriores, segundo o Departamento do Trabalho.
A recepção dos investidores aos dados fracos levou à redução das apostas de alta da taxa de referência do Federal Reserve. Consequentemente, os rendimentos dos Treasuries despencaram, puxando a curva brasileira para baixo. A taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu a mínima de 13,860% às 12h25, após a divulgação dos números.
No mercado interno, a atuação do Tesouro Nacional corroborou a baixa das taxas. O órgão vendeu 1,250 milhão de Letras Financeiras do Tesouro (LFTs) e apenas 150 mil Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-Bs) no leilão regular, buscando não gerar pressão de alta na curva a termo.

