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Pesquisa revela contradição sobre educação de filhos no Brasil

Carla Fernandes
Última atualização: 14 de julho de 2026 19:30
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Uma pesquisa realizada pelo Instituto Futuro é Infância Saudável (Infinis) e pela Quaest aponta uma contradição na educação brasileira. De acordo com o estudo, 91% dos adultos defendem a conversa como melhor método, mas 49% dos entrevistados admitem ter dado tapas em crianças.

O levantamento, que ouviu 2.202 brasileiros em 128 municípios entre 29 de maio e 7 de junho de 2026, revela que, embora o diálogo seja a estratégia preferida, a prática diverge. Felipe Nunes, CEO da Quaest, comentou que a naturalização da violência é um ponto de atenção, pois o ato de dar um tapa é mais assumido do que o de gritar.

A legislação brasileira, que inclui a Lei da Palmada de 2014, proíbe castigos físicos e tratamento cruel, como beliscões e palmadas corretivas. Contudo, o estudo indica que 62% dos entrevistados não interviriam ao presenciar agressões em público. Márcia Kalvon, diretora executiva do Infinis, afirmou que há uma lacuna entre o que é considerado correto e o que ocorre na prática.

Houve pequenas melhorias nos comportamentos relatados entre 2023 e 2026. O uso de objetos para bater caiu de 38% para 27%, e o índice de quem admitiu gritar diminuiu de 66% para 62%. No entanto, 47% dos entrevistados consideram aceitáveis castigos que restringem o lazer, e 35% avaliam que é aceitável ameaçar bater.

TAGGED:direitos-criançaeducaçãolei-palmadaparentalidadepesquisa-socialviolência infantil
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