Um grupo de ex-funcionários da Meta moveu uma ação judicial contra a empresa, alegando que sistemas de inteligência artificial foram usados para selecionar trabalhadores para demissão de forma injusta. Os 26 autores foram desligados em maio, durante uma onda de cortes que atingiu 8 mil colaboradores da companhia.
A demanda aponta que a Meta utilizou ferramentas de avaliação baseadas em IA, como pontuações de produtividade e rastreamento de uso de tokens, para ranquear funcionários visando a rescisão contratual. Segundo os autores, as métricas aplicadas pontuaram negativamente colaboradores que apresentavam condições médicas conhecidas, estavam em licença-maternidade ou tinham outras questões de deficiência.
Os ex-funcionários afirmam que essas decisões violam leis federais e estaduais antidiscriminação, além de alegarem que os sistemas de IA não foram devidamente testados quanto a vieses, infringindo leis específicas da Califórnia e da cidade de Nova York. Um porta-voz da Meta, Andy Stone, contestou as alegações, declarando que “Workforce management and organizational decisions were and are made by people, not AI.”
Os autores buscam uma decisão preliminar em um tribunal federal da Califórnia para suspender os desligamentos, que estavam previstos para 22 de julho, enquanto o processo de arbitragem privada segue. A empresa havia citado investimentos em IA no anúncio dos cortes de pessoal.

