Equipes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e assessoria do presidente se reuniram com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, nesta terça-feira. O encontro ocorreu antes de Washington decidir sobre um novo tarifaço que afetaria produtos brasileiros.
O diálogo comercial é o quinto encontro desde 7 de maio, quando o presidente e o líder americano estabeleceram um grupo de trabalho. Em nota, o governo reiterou o caráter injusto das recomendações divulgadas, citando sobretaxas de 25% sob a Seção 301 e 12,5% por acusação de uso de trabalho forçado.
Os ministérios brasileiros afirmaram que nenhuma das razões apontadas pelos americanos justifica a aplicação das tarifas. O tarifaço foi sugerido pelo Escritório do USTR e classifica práticas brasileiras como “irracionais”. A investigação, aberta em julho de 2025 por determinação do presidente dos EUA, utilizou a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
Entre os pontos de questionamento dos EUA estão o sistema de pagamentos instantâneos, o Pix, e decisões judiciais brasileiras sobre plataformas digitais. O relatório americano aponta que o Banco Central do Brasil atua como regulador e operador do sistema, gerando vantagens competitivas.

