A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquérito contra um deputado federal por suposta ligação com instituição envolvida em descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). A solicitação ocorreu nesta terça-feira (14), após a PF concluir inquéritos sobre o esquema de fraudes previdenciárias.
O congressista afirmou, em nota, que, enquanto liderava a Frente Parlamentar do Empreendedorismo Rural, atendia entidades sobre temas setoriais e que não havia indícios que desabilitassem sua lisura e credibilidade. Ele declarou que a solicitação de inquérito não passava de “ilações e suposições para fazer barulho e dar notícias mentirosas à mídia em época eleitoral”.
A corporação concluiu um dos inquéritos sobre os descontos indevidos e indiciou o ex-presidente do INSS, o ex-procurador-geral da autarquia, o ex-diretor de benefícios e mais 45 investigados por suspeita de corrupção e desvios. A investigação inicial focou em crimes envolvendo supostos desvios da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer).
O parlamentar reiterou que não há provas de sua participação. Ele disse que, como representante de segmentos, não possui competência para determinar desbloqueios e que a ausência de inquérito policial contra sua pessoa comprova que as alegações não foram provadas por indício de prova.

