Investidores que optaram pelo ETF de mineradoras de ouro GDX deixaram de ganhar cerca de 348 dólares em um ano, segundo análise de mercado. O fundo, que busca exposição alavancada ao ouro, teve seu desempenho superado por fundos concorrentes mais baratos e pelo próprio ouro físico em um período de dez anos.
Em dez anos, terminando em 10 de julho de 2026, o GDX registrou retorno de 183,15%. Em comparação, o fundo iShares MSCI Global Gold Miners ETF (RING) alcançou 198,64%, enquanto o SPDR Gold Shares (GLD), que não investe em mineradoras, retornou 196,51%. A diferença de custos operacionais é um fator relevante; o GDX tem taxa de despesa de 0,51% líquido, enquanto o RING opera com cerca de 0,39%.
No intervalo de um ano, o GDX obteve 46,55%, contra 50,03% do RING. Para um investidor com 10 mil dólares, essa diferença de taxa resultou em um prejuízo de aproximadamente 348 dólares em um único ano. Além disso, o GDX opera com concentração em mineradoras estabelecidas, como Newmont, Agnico Eagle e Barrick Gold, e sofre com rebalanceamentos de índice.
O GDX também apresenta volatilidade amplificada, pois o alavancagem operacional das mineradoras faz com que ganhos e perdas sejam mais intensos que os do próprio ouro. O RING, por sua vez, replica o universo de grandes produtoras de ouro com taxas menores e superou o GDX em um ano, cinco anos e dez anos.

