O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o pré-candidato Flávio Bolsonaro de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida, válida por 90 dias, gera controvérsia e coloca a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como interlocutora privilegiada do pré-candidato.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes provocou indignação entre aliados do pré-candidato do PL à Presidência. Embora declaração de Jair Bolsonaro o coloque como único porta-voz de Flávio, na prática, a ex-primeira-dama assume um papel central no acesso ao marido, visto que a restrição impede visitas até o primeiro turno das eleições presidenciais, em 4 de outubro.
Aliados do clã Bolsonaro avaliam que a determinação fortalece a narrativa de perseguição política do STF. Um integrante da cúpula do PL afirmou que a ação pode fortalecer Flávio na narrativa de vitimização. Além de Flávio, Jair Bolsonaro também está proibido de se comunicar com Eduardo Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL.
A restrição se insere em um contexto de decisões do STF que colidiram com interesses do PL. Flávio Bolsonaro se manifestou sobre a decisão em live, criticando a situação de Jair Bolsonaro e aludindo à articulação política de um ex-presidente em 2018. A tendência é que as atenções se voltem para Michelle, que recuperou o status de interlocutora principal do marido.

