A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que a maioria dos partidos do Centrão optará pela neutralidade na eleição presidencial. A expectativa é que Progressista, União Brasil, Republicanos e MDB não apoiem o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro, liberando correligionários nos estados.
Interlocutores da campanha petista afirmam que o cenário político melhorou em relação ao inicial. Segundo um interlocutor, a candidatura de Flávio Bolsonaro impede a união de partidos que ocorreriam se Tarcísio de Freitas fosse o candidato da direita. A equipe de Lula considera que o presidente deve aproveitar a crise na campanha do senador Flávio Bolsonaro para reduzir a polarização e fazer acenos ao eleitorado de centro.
A crise na campanha do pré-candidato também envolve questões familiares. Michelle Bolsonaro divulgou depoimento alegando ter sido maltratada por Flávio Bolsonaro. Essa situação reforçou a imagem de lealdade da ex-primeira-dama ao ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto o senador foi associado ao desgaste familiar.
Em paralelo, Jair Bolsonaro permanece em prisão domiciliar humanitária desde 24 de março de 2026, após autorização do ministro Alexandre de Moraes. O ex-presidente, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, tem restrições de uso de redes sociais.

