Líbano e Israel retomaram as negociações em Roma, Itália, mediadas pelos Estados Unidos, nesta terça-feira (14). O objetivo é estabelecer um acordo para reduzir as tensões na fronteira. O Irã, por sua vez, busca preservar o Hezbollah como instrumento estratégico, evitando uma nova escalada militar no país.
O processo diplomático, que teve um acordo de base em 26 de junho, prevê o desarmamento do grupo e a retirada gradual de forças israelenses de duas zonas-piloto no sul do Líbano. Contudo, a implementação enfrenta resistência: o Hezbollah rejeita os termos, e o governo libanês exige a retirada israelense imediata.
O Hezbollah, grupo político e militar libanês criado em 1982 com apoio do Irã, mantém influência política e militar no Líbano. Analistas avaliam que o Irã age com cautela, pois a estratégia de Teerã é manter o grupo como mecanismo de dissuasão de longo prazo, sem desgastá-lo em um confronto imediato.
Enquanto o Líbano exige a saída imediata das tropas israelenses, Israel defende uma retirada gradual condicionada a garantias de segurança. Especialistas indicam que o encontro em Roma visa manter o processo diplomático ativo diante dos obstáculos políticos e militares existentes.

