A Polícia Federal (PF) divulgou relatório que reúne mensagens indicando proximidade entre o presidente da Conafer e o então presidente do INSS. As conversas mostram o dirigente da Conafer afirmando a familiares que o ex-presidente do INSS teria meios para obter cidadania italiana ‘de graça’.
Segundo o documento, a conversa ocorreu em março de 2024. O dirigente da Conafer disse aos familiares que o ex-presidente do INSS possuía um escritório na Itália capaz de viabilizar a obtenção da cidadania italiana sem custos. A PF utiliza o diálogo como elemento que demonstra a relação de proximidade entre os dois investigados.
Alessandro Stefanutto e o presidente da Conafer estão entre 48 pessoas indiciadas na Operação Sem Desconto. A investigação apura um esquema de cobranças associativas não autorizadas em aposentadorias e pensões do INSS. O ex-presidente do INSS teria recebido pagamentos de empresas ligadas aos operadores financeiros do esquema e atuado para favorecer interesses da Conafer.
O relatório foi enviado ao ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal (STF). A Procuradoria-Geral da República decidirá se apresenta denúncia. A Conafer declarou respeitar o trabalho das autoridades, mas afirmou que o indiciamento é uma manifestação da fase investigativa.

