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Justiça

Trabalhadores são resgatados de carvoaria em Minas Gerais

Carla Fernandes
Última atualização: 15 de julho de 2026 05:10
Carla Fernandes
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Tempo: 1 min.
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Dois trabalhadores foram resgatados de uma carvoaria na zona rural de Presidente Olegário, em Minas Gerais, após denúncia de condições análogas à escravidão. A ação, realizada por fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Ministério Público do Trabalho (MPT), revelou jornadas exaustivas e trabalho sem registro.

Os trabalhadores estavam sujeitos a jornadas contínuas, sem horários definidos, pois precisavam acompanhar os fornos de carvão dia e noite. Um dos resgatados declarou à Auditoria-Fiscal do Trabalho que não tirava folga, pois o carbonizador ficava sob sua responsabilidade. Além disso, afirmou que não possuía descanso semanal ou férias.

A fiscalização identificou diversas irregularidades. Os alojamentos apresentavam paredes deterioradas e janelas bloqueadas, enquanto na área de trabalho havia ausência de banheiro próximo aos fornos. Os trabalhadores recebiam apenas luvas como equipamento de proteção individual (EPI), e as botinas eram descontadas do pagamento.

O MPT e o MTE caracterizaram o caso como trabalho análogo à escravidão e servidão por dívida, devido à retenção salarial e aos descontos de mantimentos. Os dois homens receberam, juntos, R$ 12.039,33 em verbas rescisórias, e tiveram acesso ao seguro-desemprego.

TAGGED:condicoes-degradantesMinas GeraisMPTMTEresgate-trabalhadorestrabalho-escravidão
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