Especialistas afirmam que, embora não haja prevenção total, hábitos de vida podem reduzir o risco de Alzheimer. Pesquisas indicam que alterações cerebrais podem começar em mulheres por volta dos 45 anos, exigindo atenção precoce.
A neurocientista Lisa Mosconi recomenda que o cuidado cerebral seja rotina antes do envelhecimento. Entre as práticas sugeridas estão atividade física regular, alimentação com alimentos naturais e baixa em açúcar e ultraprocessados, sono de qualidade, e controle do estresse. O estresse crônico, segundo os especialistas, eleva o cortisol, hormônio que favorece inflamações e prejudica áreas da memória.
Pesquisas mostram que cerca de dois terços dos casos de Alzheimer são em mulheres. O estrogênio é investigado por seu papel na saúde cerebral, pois ele melhora o fluxo sanguíneo e reduz inflamações. A queda desse hormônio durante a menopausa pode tornar o cérebro mais vulnerável.
Além dos cuidados físicos, manter a mente ativa é crucial. Ler, estudar e manter a vida social estimulam o cérebro. Outra frente promissora é o desenvolvimento de exames de sangue capazes de identificar alterações do Alzheimer antes dos sintomas, testes já aprovados nos Estados Unidos e previstos para chegar ao Brasil.

