Drones de longo alcance ucranianos atingiram um complexo petroquímico em Salavat, na Rússia, a mais de 1.500 quilômetros da fronteira com a Ucrânia. O ataque, realizado com aeronaves desenvolvidas nacionalmente, visa a infraestrutura energética russa. A operação sublinha a capacidade de cruzar grandes distâncias para atingir alvos estratégicos.
O ataque ao complexo petroquímico de Salavat, um dos maiores da Rússia, utilizou drones de longo alcance. Analistas militares apontam que o modelo Liutyi, um drone kamikaze, é empregado em missões estratégicas profundas no território russo. Este equipamento, que se assemelha a um pequeno avião, possui asas fixas e motor a combustão.
O Liutyi tem autonomia estimada superior a 2 mil quilômetros e capacidade de transportar uma carga explosiva entre 50 e 75 quilos. O drone é projetado para atingir o alvo diretamente, sem retornar à base. A navegação combina sistemas por satélite e piloto automático, permitindo voos em baixa altitude para dificultar a detecção por radares.
O desenvolvimento desses equipamentos ganhou força após a invasão russa em 2022. Kiev investiu em drones nacionais como alternativa de baixo custo aos mísseis ocidentais. Além do Liutyi, o modelo UJ-26 Beaver também é usado em ofensivas, visando refinarias e depósitos de combustíveis para reduzir a capacidade de produção russa.

