A deputada Sonia Guajajara, do Psol-SP, afirmou manter cerca de 25 cocares em suas residências em Brasília, São Paulo e no Maranhão. Ela relatou que o cuidado com os artefatos se deve a um furto anterior. A parlamentar também criticou o comércio abusivo de peças indígenas em plataformas digitais.
Guajajara explicou que os cocares são utilizados em cerimônias, rituais e mobilizações, e que ela os guarda em locais distintos para ter peças prontas para uso. Segundo a deputada, ela toma cuidado com os artefatos para evitar que sejam danificados ou subtraídos, como já ocorreu.
A parlamentar defende a Lei 5.197 de 1967, que proíbe o comércio de partes de animais silvestres, mas que prevê exceções para povos originários. Ela apontou que a venda de cocares em marketplaces resulta em superfaturamento, com peças de penas naturais sendo vendidas por mais de R$ 1.000.
Guajajara solicitou maior rigor na fiscalização de vendas na internet. Ela comentou que é preciso uma abordagem diferenciada ao lidar com indígenas que transportam esses artefatos, evitando abordagens autoritárias por parte de fiscais.

