O Conselho Curador dos Honorários Advocatícios (CCHA) desembolsou R$ 2.441.347,36 com diárias e passagens de setembro de 2024 a janeiro de 2026. Os recursos foram usados para custear deslocamentos de 25 pessoas, incluindo membros do Conselho Gestor e Fiscal, gerando questionamentos de associações da carreira.
Dos gastos totais, R$ 1.546.899,33 foram destinados a diárias e R$ 894.448,03 a passagens aéreas. O maior consumo ocorreu no Conselho Gestor, que totalizou R$ 1,36 milhão. O Conselho Fiscal, composto por sete pessoas, gastou R$ 729,9 mil, enquanto dez colaboradores eventuais somaram R$ 351,4 mil em despesas de viagem.
A Associação Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (ANPFN) questionou o Conselho sobre as regras do benefício. O CCHA declarou que os gastos são compatíveis com o “funcionamento regular de um órgão colegiado de atuação nacional”, afirmando que os deslocamentos decorrem de convocações formais com pauta institucional definida.
Além disso, o CCHA aprovou a doação de R$ 37.895.052,03 para aquisição de equipamentos de tecnologia à Advocacia-Geral da União (AGU). O Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz) cogita ajuizar ação questionando a decisão, alegando falta de consulta prévia e parecer jurídico específico.

