O preço médio do prato feito no Brasil subiu 7,2% desde janeiro de 2026, atingindo R$ 31,90 em junho, segundo dados do Índice Prato Feito (IPF). A pesquisa, elaborada pela FAC-SP, aponta que o aumento reflete a combinação de alta de alimentos, custos de mão de obra e combustíveis.
O IPF, que coleta dados em cinco grandes regiões do país, registrou o maior preço médio no Sul, em R$ 34,90, e o menor no Norte, com R$ 29,99. O economista Rodrigo Simões, da FAC-SP, explicou que a carestia no primeiro semestre foi influenciada pela elevação do petróleo devido à guerra no Irã, o que gerou repasses em itens como óleo diesel e gasolina.
A análise do IPF complementa o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE. No IPCA, tubérculos, raízes e legumes tiveram inflação de 67,71% no primeiro semestre de 2026, e o feijão-carioca registrou alta de 52,82%. O arroz, por outro lado, apresentou queda de 0,51% no índice oficial.
O horizonte de inflação do segundo semestre enfrenta o desafio do fenômeno El Niño, que pode alterar a produção agropecuária. Rodrigo Simões comentou que, com base nos dados e nas conversas com estabelecimentos comerciais, “a gente acredita que infelizmente o prato feito ainda pode subir um pouquinho no segundo semestre”.

