As ações da Usiminas (USIM5) caíram mais de 23% nos últimos 30 dias, após um período de alta no Ibovespa. Analistas de bancos como Bradesco BBI e Goldman Sachs revisam as projeções da companhia, apontando desafios para a segunda metade do ano.
O Bradesco BBI avalia que a combinação de custos elevados e menor capacidade de repasse de preços pressiona as margens da siderúrgica. O banco manteve recomendação neutra, mas reduziu o preço-alvo das ações de R$ 10,00 para R$ 8,50 ao final deste ano. A instituição revisou para baixo as projeções de receita líquida para 2026, estimando R$ 23,97 bilhões.
Em contraste, o Goldman Sachs manteve recomendação de compra, mas ajustou o preço-alvo de R$ 10,50 para R$ 10,00. A XP Investimentos projeta que a margem da Usiminas avance para dois dígitos em 2026 e 2027, e aponta que medidas antidumping podem impulsionar lucros em 2027. Contudo, a XP ressalta que a geração de caixa da empresa deve permanecer limitada.
No setor de aço, o Goldman Sachs observa que, apesar de medidas de proteção comercial, o mercado enfrenta acomodação de preços devido a excesso de estoques e demanda final fraca. O banco acredita que o baixo volume de importações deve apertar o mercado no fim de 2026.

