Um investimento de 10 mil dólares em Exxon Mobil, realizado na data do início do conflito no Irã, resultou em perda de 9,36% no período analisado, enquanto o S&P 500 registrou alta. A ação, que possui histórico de crescimento de 43 anos, não se comportou como esperado em meio à tensão geopolítica.
A expectativa de que grandes empresas de petróleo se beneficiassem de picos de preço em conflitos no Oriente Médio não se confirmou no caso da Exxon Mobil. Apesar de a empresa apresentar fundamentos sólidos, como 59% da produção de 2025 vindo de campos como Permian e Guyana, a ação teve desempenho abaixo do mercado em janelas de tempo curtas.
No período de março de 2026 a julho de 2026, um aporte de 10 mil dólares em XOM caiu para 13.888 dólares. Em contraste, o S&P 500 avançou 10,71% no mesmo período. Contudo, a análise de longo prazo indica um cenário diferente: em cinco anos, o investimento em XOM pode atingir 27.265 dólares, superando o mercado mais amplo.
A empresa mantém um histórico de crescimento de dividendos por 43 anos e possui um plano de recompra de 20 bilhões de dólares para 2026. Especialistas apontam que, para investidores focados em renda e proteção contra quedas, a ação pode ser uma âncora defensiva, embora o retorno de 10 anos tenha ficado aquém do S&P 500.

