Os Correios suspenderam parte do plano de reestruturação em meio à ameaça de greve dos funcionários, decisão criticada por um jornal. A empresa adiou medidas como o fechamento de agências e o fim de gratificação até 31 de julho, sinalizando fragilidade administrativa.
A suspensão parcial do plano ocorre enquanto a estatal busca novos empréstimos para equilibrar as contas. O plano de reestruturação foi apresentado como contrapartida para um empréstimo de R$ 12 bilhões, contratado no fim de 2025 com cinco bancos, segundo o editorial.
Os Correios acumularam prejuízo em 14 trimestres consecutivos e encerraram 2025 com um déficit de R$ 8,5 bilhões. O jornal afirmou que o Ministério da Fazenda optou por adiar o problema financeiro, o que levanta questionamentos sobre a capacidade da estatal de convencer instituições financeiras a conceder novo crédito.
O Tribunal de Contas da União (TCU) analisa as premissas financeiras usadas para garantir a operação de crédito da empresa. Além disso, o prejuízo registrado no primeiro trimestre deste ano foi de R$ 3,16 bilhões. Outras medidas, como programa de demissão voluntária e venda de imóveis, podem ser revistas caso a paralisação dos empregados seja confirmada.

