Angola planeja vender participações em dez empresas dos setores de mineração e telecomunicações até o fim do ano, acelerando o processo de privatização antes das eleições de 2027. A medida visa modernizar a economia e atrair capital privado, segundo o presidente da IGAPE, entidade gestora de ativos estatais.
O plano de privatização é um pilar da agenda de reformas econômicas do presidente João Lourenço. O programa, que previa a alienação de 130 ativos estatais no período de 2019 a 2026, já vendeu 120 ativos. Essa alienação gerou uma receita contratada de cerca de 1,28 trilhão de kwanzas (US$ 1,4 bilhão), embora 17% desses pagamentos ainda estejam pendentes, afirmou Álvaro Fernão.
Atualmente, o país conclui a oferta pública inicial de 15% na Unitel SA, a maior operadora de telefonia móvel. Além disso, as autoridades pretendem lançar na bolsa participações de 15% na Endiama e na produtora de cimento Cimangola UEE, e listar 34% do Standard Bank Angola. As participações na TAAG, na Angola Telecom e na Zona Econômica Especial de Luanda-Bengo serão vendidas por editais públicos.
Fernão declarou que a abertura de capital na bolsa de valores é a via preferida do governo, pois proporciona receita imediata e melhora a transparência e a governança corporativa. As vendas ocorrem antes das eleições de 2027, quando o presidente Lourenço encerrará seu segundo mandato.

