Ron Paul afirmou que a política do presidente Trump de usar fundos governamentais para adquirir participação em empresas privadas é tão perigosa para a liberdade e prosperidade quanto propostas de figuras de esquerda. A administração Trump acumulou interesses de propriedade de cerca de $27 bilhões em 30 companhias desde janeiro de 2025.
Paul, em ensaio publicado pelo Ron Paul Institute for Peace & Prosperity, classificou a medida como ‘corporativismo’, e não socialismo puro. Ele argumenta que o sistema permite que o governo ganhe controle significativo sobre empresas, mesmo que o poder permaneça nominalmente privado. O analista defende que investidores devem focar no mecanismo de intervenção estatal, e não no rótulo político.
O exemplo mais citado é a Intel. Após o anúncio de que o governo assumiria 10% de participação na fabricante de chips, as ações da empresa subiram 192,03% no ano até o momento. Paul alerta que a crença de investidores em uma garantia governamental infla as avaliações, mas que a eventual venda da participação estatal pode eliminar esse prêmio e pressionar os preços.
A comparação feita por Paul é estrutural, equiparando a intervenção do governo em setores como o de tecnologia a medidas de controle de aluguel. Segundo o autor, o fator de risco para os portfólios é a intervenção governamental imprevisível em mercados privados. Por outro lado, defensores da política argumentam que tais investimentos em setores críticos, como semicondutores, visam a segurança nacional e a manutenção de cadeias de suprimentos americanas.

