A Polícia Federal divulgou um relatório de 839 páginas detalhando fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A investigação revelou que investigados utilizavam apelidos para registrar o pagamento de propinas mensais a agentes públicos e políticos, desviando mais de R$ 312 milhões.
O operador financeiro Cícero Marcelino de Souza Santos, apontado pela PF como um dos responsáveis pela movimentação de recursos, teve sua planilha analisada. Segundo a investigação, ele e uma mulher controlavam empresas que receberam o montante desviado para a distribuição de vantagens indevidas.
Os beneficiários do esquema eram identificados por apelidos como “Heróis”, “Notáveis” e “Amigos”. Entre os codinomes citados, havia “Herói V”, atribuído a um ex-procurador-geral do INSS; “O Italiano”, usado para o ex-presidente do INSS; e “O Ministro”, ligado a um ex-ministro da Previdência.
O relatório detalha os valores recebidos pelos envolvidos. O deputado federal Euclydes Marcos Pettersen Neto foi o mais beneficiado, com repasses de pelo menos R$ 14,7 milhões. Outros nomes apontados receberam valores significativos, como um ex-diretor de Benefícios que recebeu R$ 3,4 milhões, e um ex-presidente do INSS que recebia pagamentos mensais de até R$ 250 mil.

