A Fraternidade Sacerdotal São Pio X apresentou um recurso ao Vaticano contra a excomunhão de seis bispos. A sanção ocorreu após os prelados serem consagrados sem autorização do Papa Leão XIV, e o Vaticano declarou a comunidade em “cisma” com Roma.
A fraternidade, fundada em 1970 por Marcel Lefebvre, reúne fiéis que seguem uma interpretação rigorosa da tradição doutrinária e litúrgica da Igreja. Em 11 de julho, a comunidade protocolou um recurso preliminar ao Dicastério para a Doutrina da Fé do Vaticano, órgão responsável pelas sanções. O texto do recurso visa exercer o direito de quem se considera prejudicado por ato administrativo.
O decreto publicado pelo Dicastério em 2 de julho afirmou que os ministros ordenados vinculados ao grupo estão em situação de cisma. A ordenação episcopal sem mandato papal é considerada pelo Vaticano um ato de insubordinação direta, o que acarreta excomunhão automática dos bispos envolvidos. A fraternidade alega que as ordenações foram feitas por “necessidade” para atender à expansão de suas comunidades.
Em outro contexto nacional, a Arquidiocese de Brasília anunciou a excomunhão de um sacerdote de 47 anos por adesão à Fraternidade São Pio X. Este sacerdote contestou a decisão e afirmou que continuará celebrando missas, rejeitando a classificação de cisma atribuída pelo Vaticano ao grupo tradicionalista.

