Países europeus implementam soluções tecnológicas e materiais para proteger sua infraestrutura contra o calor extremo. Ferrovias e estradas enfrentam sobrecarga devido às altas temperaturas, que exigem adaptações como o uso de drones e sensores de inteligência artificial.
Em resposta ao aumento das temperaturas, que geram incêndios florestais e pressionam os sistemas, a Europa adota medidas diversas. Em Oslo, Noruega, trabalhadores molharam a pista do aeroporto para manter a superfície fresca, já que as temperaturas previstas atingiriam 30 graus Celsius, dez graus acima da média sazonal. O corpo de bombeiros pulverizou cerca de 9.000 litros de água em pontos críticos da pista.
A infraestrutura europeia, muitas vezes construída há décadas, demonstra dificuldade em suportar os eventos climáticos. Segundo o Reuters Climate Monitor, as temperaturas na Europa Ocidental na quarta-feira estavam 5,5 °C acima da média para 15 de julho. Um relatório de 2025 dos principais bancos centrais estimou que eventos climáticos severos poderiam reduzir o PIB da zona do euro em até 4,7% até 2030.
As ferrovias sentem o impacto de forma aguda. Um relatório da UE divulgado em abril constatou que mais de 70% dos gestores ferroviários observaram aumento nas interrupções por condições climáticas extremas entre 2015 e 2024. Além disso, algumas cidades aplicam soluções simples, como a autoridade de transportes de Estocolmo, que gastou cerca de 100 mil coroas suecas (US$10.300) pintando trechos de trilhos do metrô de branco para reduzir a deformação.

